O Projeto de Lei 891/2013, de autoria do vereador Toninho Vespoli (PSOL), pretende banir o uso e a venda de diversos tipos de agrotóxicos no município de São Paulo. Protocolado no final do ano passado, o projeto foi lido em plenário na sessão de ontem e agora poderá seguir seu trâmite na Casa. Na justificativa do projeto, Vespoli afirma que as substâncias proibidas pelo projeto são “há tempos banidas nas lavouras das nações desenvolvidas. Dependendo do produto, foram banidos também na Índia, China, Costa do Marfim, Indonésia, Kwait e Sri Lanka.” O projeto ainda precisa passar pelas comissões de mérito da Câmara antes de ter condições para ser votada em plenário. (5/2/2014 - 18h12)
Para especialistas, cestos coloridos significam gasto extra e desestímulo à população Foto: c.alberto
Quando o assunto é reciclagem, nós aprendemos assim: o cesto azul é para jogar o papel. No vermelho, vai o plástico. O verde é para o vidro e o amarelo é para o metal. Isso é o que muitas vezes se aprende a respeito da reciclagem. No entanto, essa separação não funciona de fato no Brasil, pois o lixo chegará na cooperativa e será misturado. Segundo os especialistas ouvidos pelo G1, a implantação das lixeiras coloridas foi uma tentativa de trazer para o país o hábito da reciclagem da forma como foi criado e consolidado em países desenvolvidos, onde a coleta ocorre por item. No Japão, por exemplo, há um calendário para recolhimento de cada material reciclável, algo que no Brasil estaria fora de cogitação devido ao custo elevado da coleta multi-frações, como é conhecida a técnica, que custa de quatro a seis vezes mais que a coleta dual, quando o lixo é separado apenas em reciclável e orgânico.
O ideal seria separar, somente, o lixo seco do úmido Foto: apr77
O país ainda recicla apenas 1,4% das 189 mil toneladas de lixo que gera por dia. Segundo o governo federal, dos 5.564 municípios brasileiros, somente 766 fazem coleta seletiva
"O ideal é separar o lixo seco [aquele que pode ser reciclado] do lixo úmido [materiais orgânicos como restos de comida e materiais não recicláveis, como papel higiênico] e deixar o resto para a cooperativa fazer", explica Sandro Mancini, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em reciclagem de resíduos sólidos. "[Ter os cestos coloridos] é um gasto extra e um desestímulo à população, que quando vê esse monte de lixeiras coloridas, acaba misturando todo o lixo e colocando-o em um único cesto. Precisamos repensar essa medida", aponta Silva Filho. Não lavar Outro hábito comum, mas que segundo os especialistas é impróprio, diz respeito a lavar o lixo doméstico. Segundo eles, a prática voltada a itens como caixas de leite longa vida, potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajuda no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.
Apesar de a reciclagem no país ser um mercado bilionário – em 2012 a coleta, a triagem e o processamento de materiais em indústrias geraram faturamento de R$ 10 bilhões – o Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano ao enterrar, em aterros e lixões, materiais que poderiam ser reciclados.
Esses materiais de qualquer forma serão novamente lavados quando chegarem às cooperativas, onde ocorre o processo de separação do papel, plástico, vidro e metal, que, posteriormente, serão destinados às indústrias de reciclagem. “Em qualquer processo de reciclagem, o resíduo será submetido a um processo de higienização. Não há necessidade de uma lavagem aprofundada do material”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). A melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, que evitam o surgimento de moscas e a emissão de odores, ressalta Emilio Maciel Eigenheer, especialista em resíduos sólidos.
Pré-adolescente corajoso foi aplaudido por moradores após nadar em rio em fúria segurando animal com apenas uma de suas mãos; internautas estão nomeando garoto como "herói"
Belal é o nome do novo herói de Noakhali, em Bangladesh. O pré-adolescente arriscou sua própria vida ao enfrentar uma enchente na região para salvar um filhotinho de cervo. O menino nadou no rio em fúria segurando o animal com apenas uma de suas mãos. O fotógrafo Hasibul Wahab registrava os estragos causados pela enchente quando flagrou a atitude do jovem. Nas imagens, Belal aparece apenas com o braço para fora da água. Ao atravessar o rio, salvar o bichinho e ainda sobreviver, o menino foi aplaudido por moradores que acompanharam o resgate. "O ato de coragem deste garoto foi fenomenal", disse o fotógrafo. Divulgadas na rede social Imgur, as imagens estão sendo compartilhadas por milhares de internautas como "Belal, o herói". A sequência de fotos abaixo mostra o resgate do cervo:
ONG afirma que 80% dos mexicanos não apoiam esse tipo de evento. Manifestação com chifres e caixões fictícios aconteceu em Monterrey.
Do G1, em São Paulo
Ativistas do México protestaram neste domingo (2), em Monterrey, contra as touradas que acontecem no país. De acordo com integrantes da organização não-governamental AnimaNaturalis, 80% dos mexicanos não apoiam a tauromaquia – que integra a cultura nacional. Durante o protesto, os ativistas ficaram vestidos de preto, colocaram chifres nas cabeças e ficaram posicionados em caixões, simulando que os touros morrem por conta das touradas.
Ativistas usaram chifres e simularam estar em caixões fictícios durante protesto contra touradas no México (Foto: Reuters/Stringer)
Manifestantes com chifres fictícios afirmam que 80% dos mexicanos são contra as touradas (Foto: Reuters/Stringer)
Tempo taoísta de Taiwan oferece prêmio em ouro para o dono do animal que atingir o maior peso; ritual gera críticas de defensores dos animais e deve acabar extinto
Animais chegam a 10 vezes o seu tamanho antes do abate Foto: Reproduçã
Um porco de aproximadamente uma tonelada foi abatido publicamente na terça-feira, depois que seu dono ganhou o primeiro lugar em um concurso realizado em um templo taoísta de Taiwan. Por meses, dez porcos foram alimentados à força até atingir cerca de 10 vez seu tamanho normal. Ao fim da disputa, o mais pesado saiu vencedor, mas todos acabaram abatidos em oferenda aos deuses.
De acordo com o Daily Mail, o concurso religioso é realizado pelo Templo Sanhsia Tzushih, de Yingko, e dá ao dono do porco mais pesado um prêmio em ouro.
A tradição de engordar e sacrificar os animais atravessa gerações, mas, recentemente, tem sido alvo de críticas e protestos de defensores dos animais. Eles alegam que o concurso é cruel, já que os animais ficam confinados em pequenos espaços, onde são forçados a comer sem parar.
Trabalhadores do templo afirmam que a competição será gradualmente extinta até 2017. O primeiro passo deve ser deixar de distribuir o prêmio em ouro.
Secretário-Geral
da ONU afirmou ainda que o mundo precisa da ciência para compreender, proteger e
usar os recursos do meio ambiente
Comentário
Akatu: Inovações tecnológicas podem ser ferramentas efetivas para a
transição para uma sociedade mais sustentável. Mas é importante lembrar que é
preciso também inovar nos padrões de produção e de consumo para que seja
possível alcançar o bem-estar desejado pela sociedade com um uso muito menor de
recursos naturais do que o atual. Hoje, já consumimos e descartamos 50% mais
recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar e absorver.
Necessitamos, ao mesmo tempo, de uma produção mais responsável e de um consumo
mais consciente.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou
esta quinta-feira que o modelo atual de prosperidade é insustentável. Em
discurso na abertura da reunião do Conselho Científico em Berlim, Alemanha, Ban
disse que a atividade humana está tendo um impacto direto e mensurável nos
sistemas de apoio à vida do planeta.
Ciência
O
chefe da ONU declarou que o mundo precisa da ciência para compreender, proteger
e usar os recursos do meio ambiente de forma inteligente. O Secretário-Geral
explicou que é necessário entender mais sobre as "forças demográficas e
econômicas" em ação no mundo inteiro. Além disso, Ban alertou que é preciso
lidar com grandes questões incluindo a fome, a prevenção de desastres, o
saneamento básico e a energia sustentável para todos.
Pensar e
Agir
Ele disse que saber dos problemas não é suficiente, é
necessário por em prática novas formas de pensar e agir. Ban deixou claro que o
mundo enfrenta uma multiplicidade de crises, riscos e vulnerabilidades. Segundo
ele, esses problemas estão tão interligados que é praticamente impossível serem
resolvidos por um único país.
Para o chefe da ONU, é necessária uma visão
holística dos desafios para a criação de respostas integradas. Ban afirmou que
o Conselho integra os cientistas mais competentes do mundo. Eles vão fornecer as
sugestões indispensáveis para que se possa fazer a "ponte" entre a ciência e as
políticas para um desenvolvimento sustentável.
O Conselho Científico foi
criado no ano passado e é formado por 26 cientistas de todo o mundo indicados
pelo Secretário-Geral. O grupo tem um integrante lusófono. O especialista em
meio ambiente, Carlos Nobre, secretário nacional para Políticas de Pesquisa e
Desenvolvimento. O Conselho tem como base a sede da Organização das Nações
Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em Paris.
Clique aqui para ler a notícia original, publicada pela Rádio
ONU.