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"É a única coisa que escrevi que me perturba"


Enquanto os testes, pesquisas e experimentos estejam acontecendo com animais tudo bem prá você? Pense um pouco... e se fossem com bebês, você concordaria? Afinal a ciência precisa avançar a qualquer custo.  

"Alguns anos atrás, todos os animais foram embora. Acordamos uma manhã e eles simplesmente não estavam mais lá. Nem mesmo nos deixaram um bilhete ou disseram adeus. Nunca conseguimos saber ao certo para onde foram. Sentimos sua falta. Alguns de nós pensaram que o mundo tinha se acabado, mas não tinha. Só que não havia mais animais. Não havia mais gatos ou coelhos, cachorros ou baleias, não havia peixes nos mares, nem pássaros nos céus. Estávamos sós. Não sabíamos o que fazer. Vagueamos por aí, perdidos por um tempo, e então alguém observou que, só porque não tínhamos mais animais, não havia motivo para mudar nossas vidas. Não havia razão para mudar nossa dieta ou parar de testar produtos que podem nos fazer mal. Afinal de contas, ainda haviam os bebês. 
Bebês não falam. Mal podem se mexer. O bebê não é uma criatura racional, pensante. Fizemos bebês. E os usamos. Alguns deles, comemos, carne de bebê é tenra e suculenta. Esfolamos suas peles e nos enfeitamos com elas. Couro de bebê é macio e confortável. Alguns deles, usamos em testes. Mantínhamos seus olhos abertos com fitas adesivas e pingávamos detergentes e shampoos neles, uma gota de cada vez. 
Nós os marcamos e os escaldamos. Nós os queimamos. Nós os prendemos com braçadeiras e plantamos eletrodos em seus cérebros. Enxertamos, congelamos e irradiamos. Os bebês respiravam nossa fumaça e, na veia dos bebês, fluíam nossos remédios e drogas, até eles pararem de respirar ou até o sangue deles não correr mais. Era duro, é claro, mas necessário. Ninguém podia negar isso. Com a partida dos animais, o que mais podíamos fazer? Algumas pessoas reclamaram, claro. Mas elas sempre fazem isso. E tudo voltou ao normal. Só que... Ontem, todos os bebês se foram. Não sabemos para onde. Nem mesmo os vimos partir. Não sabemos o que vamos fazer sem eles. Mas pensaremos em algo. Humanos são espertos. É o que nos faz superiores aos animais e aos bebês. Vamos bolar alguma coisa."  

- Retirado do livro "Fumaça e Espelhos - Contos e Ilusões" de Neil Gaiman. O autor escreveu essa fábula em benefício da PETA (Pessoas em prol do Tratamento Ético dos Animais). Segundo ele "É a única coisa que escrevi que me perturba."

Saiba o que fazer em caso de atropelamento de animal silvestre


GABRIEL MAYMONE  

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Foto: Divulgação PMA
Jaguatirica atropelada na BR-262 é recolhida pela PMA

A cena tem se tornado comum nas ruas de Campo Grande, mas muitas pessoas não sabem como proceder em caso de atropelamento de animal silvestre. Nesta manhã (13), um tatu-galinha foi encontrado morto no meio da pista da Avenida Mato Grosso esquina com a Rua Hiroshima, próximo ao Parque dos Poderes depois de ter sido atropelado por um veículo.
Segundo o major da Polícia Militar Ambiental (PMA), Ednilson Queiroz, o condutor deve parar e verificar se o animal está vivo. “Caso haja a possibilidade de fazer o socorro, a PMA deve ser acionada para o atendimento, ou a pessoa deverá encaminhá-lo ao centro de reabilitação”, esclarece. Mas caso o animal não resista aos ferimentos, deverá ser retirado da pista. “A retirada do animal na pista é necessário para que não haja mais acidentes”, informa.

Matança desnecessária: Iagro sacrifica mais de 130 aves exóticas em Amambai


Iagro sacrifica mais de 130 aves exóticas em Amambai, MS

A Gazeta News/NG


A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) sacrificou nessa terça-feira (13) em Amambai 136 aves exóticas. As aves, 126 da espécie “periquito australiano” e 10 da espécie “calopsita” foram apreendidas em poder de um homem morador em Maringá, no estado do Paraná.

O proprietário dos pássaros, Luiz Roberto Azevedo Palma que é criador de pássaros legalmente autorizado e teria vindo a Amambai com o objetivo de vender os animais.

Temporada de caça ilegal a aves expõe tráfico de animais no Brasil






O período de vai setembro a dezembro é a época de reprodução da arara e do papagaio-verdadeiro (amazona aestiva), duas das principais vítimas do mercado negro de animais silvestres no Brasil. Esse é também o período em que as autoridades mais registram ocorrências do tráfico ilegal dessas aves e de outros animais.

Os criminosos retiram as aves de seus ninhos em troncos de árvores enquanto elas ainda estão nos ovos ou não têm penas para voar.

Um filhote de papagaio-verdadeiro é vendido aos traficantes, por sitiantes e trabalhadores rurais do interior do país, por cerca de R$ 30.

Gata é agredida e tem olho furado por criança no DF

Veterinários ainda não sabem com qual objeto o olho da gata foi furado. Foto: Salvando Vidas Protetoras Independentes/Divulgação
Veterinários ainda não sabem com qual objeto o olho da gata foi furado
Foto: Salvando Vidas Protetoras Independentes/Divulgação


Uma gata foi agredida e teve o olho direito furado por um garoto de 11 anos na cidade de Valparaíso de Goiás, na divisa com o Distrito Federal, na terça-feira, 13. O animal, que ainda não se sabe se ficará realmente cego de um olho, está internado no Hospital Veterinário São Francisco, em Brasília.
Segundo Suzane Faria, do grupo Salvando Vidas Protetoras Independentes (SVPI), da capital federal, uma mulher ouviu os boatos de que um garoto teria agredido a gata no condomínio em que moram. Esta criança, segundo relatou a mulher, é a mesma que em junho arrancou com uma caneta os dois olhos da gata Themis.
"Não sabemos o que o garoto usou desta vez para fazer isso. A gata estava dentro de uma lata de lixo do condomínio e com muitas crianças curiosas em volta. Nós a recebemos e encaminhamos para o hospital veterinário. É uma gata muito doce", disse Suzane.
Batizada de Mona, a gata tem um mês de vida e pesa 380 gramas. Agora a SVPI espera os laudos veterinários da gata ficarem prontos para darem entrada em um Termo Circunstanciado na Polícia Civil, que deverá investigar o caso.
"Paralelo a isso, nós também iremos fazer um trabalho de conscientização com as crianças do condomínio. Temos um material informativo e um teatro para apresentar a elas, mostrando que a agressão é algo errado", disse.
Mona deve receber alta até o final da próxima semana. Quando sair do hospital, será levada para um lar temporário. Só quando estiver 100% recuperada vai ser encaminhada para adoção. Duas pessoas já demonstraram interesse pela gata.

Lei
O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.065 de 1998)determina que é crime "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos". A pena para este tipo de crime é de de três meses a um ano de prisão, mais multa.

A internauta Cecília Pagotto, de Brasília (DF), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. 

Maior apreensão dos últimos anos salva 362 tartarugas da Amazônia


Maior apreensão dos últimos anos salva 362 tartarugas da AmazôniaUma operação conjunta entre a Polícia Federal, o Parque Nacional do Viruá (ICMBio) e o Ibama, na região do Baixo Rio Branco, resultou esta semana na maior apreensão de quelônios dos últimos anos na Amazônia. Foram resgatados até o momento um total de 378 quelônios, dos quais 362 foram devolvidos à natureza. Desses, 115 chegavam a pesar mais de 50 kg, alguns com idade estimada em mais de 100 anos. Os animais seriam transportados para serem vendidos em Manaus. Quatro “tartarugueiros” foram presos pela Policia Federal.

Programa de coleta seletiva de lixo está ausente em 42,7% dos municípios




 coleta seletiva
Do total de municípios, 32,3% (1.796 municípios) possuem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em atividade, ao passo que em 3,3% (184) há projeto-piloto de coleta seletiva em área restrita e 2,5% (138) com coleta interrompida. Por sua vez, foram registrados 42,7% (2.376) das cidades sem programa, projeto ou ação de coleta seletiva de lixo e 19,2% (1.070) sem programa, mas com projeto ou ação de coleta seletiva de lixo em elaboração.

Estudo vê erros ambientais em setor elétrico do Brasil


FERNANDO MORAES

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Políticas energéticas mal planejadas e sob a influência de grupos econômicos nacionais e estrangeiros. Enorme quantidade de energia desperdiçada nas linhas de transmissão.
Necessidade de superar noções de usinas hidrelétricas como fonte de energia limpa, barata e renovável. Gigantesco potencial de energia eólica e solar menosprezado.
Essas são as principais conclusões de um estudo sobre o setor elétrico sob o prisma da sustentabilidade lançado ontem em São Paulo.

Saiba o que o seu cachorro faz para se comunicar com você


13/11/2012 - 05h00


JULIANA CUNHA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Cachorros conseguem interpretar gestos humanos que não fazem sentido para outros animais inteligentes como golfinhos, focas e cabras.
Um gesto aparentemente simples como o de apontar para um objeto escondido não é compreendido por seus ancestrais lobos e nem mesmo por chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Milhares de anos convivendo com pessoas --e dependendo de sua comida para sobreviver-- fizeram dos cães especialistas em humanos, como mostram duas pesquisas publicadas neste ano.

Os estudos --um feito no Instituto de Psicologia da USP, outro no Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck, na Alemanha-- chegaram a conclusões semelhantes e complementares.
A pesquisa alemã comparou a habilidade de cães e primatas em reconhecer pistas humanas para encontrar um alimento escondido. O experimento trabalhou com 20 chimpanzés e 32 cachorros de diferentes raças e idades.
A ideia era fazer com que eles achassem comida escondida sob uma caixa. Durante o teste, uma pessoa apontava insistentemente para a caixa, usando o indicador.
editoria de arte/folhapress

Eco-Oficina Cahon - Careco Boneco


12/11/2012 | PARQUE DA ÁGUA VERMELHA

Oficina de ecoboneco atrai crianças e adultos

Notícia publicada na edição de 12/11/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 006 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Uma oficina gratuita de ecoboneco foi realizada ontem no Parque da Água Vermelha "João Câncio Pereira". Crianças encheram meias de nylon de pó de serra e alpiste que depois se tranformam em bonequinhos com cabelos verdes de sementes germinadas. A atividade foi a atração de domingo para o garoto Gustavo Marques de Lima, de 7 anos, que foi especialmente ao parque para aprender como se faz os divertidos bonecos. "Eu gosto dessas coisas. Quem cuida da horta em casa sou eu", disse, empolgado com o aprendizado. Maria Elisa de Almeida, de 3 anos, foi brincar no parque e saiu de lá com uma bonequinha na mão.

O objetivo da oficina, promovida pelo Instituto Cahon em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, é ativar o compromisso e a responsabilidade da criança, já que após a confecção do produto, ela terá que regar o boneco para que germine as sementes e o "cabelo" cresça. Com o resultado, a criança ficará estimulada a cuidar, preservar ou simplesmente entender o processo da germinação da semente. Além disso, a oficina estimulará a concentração das crianças para a realização de trabalhos manuais. Para produzir o boneco, os participantes vão utilizar descartes de resíduos de madeira (serragem) e meias de nylon.

Desmatamento na Amazônia avança em unidades de conservação


Matéria publicada em 10/11/2012, no jornal O Estado de S.Paulo, mostra como ainda estão atuantes os madeireiros em áreas da floresta amazônica. Se existe mercado para compra de madeiras ilegais, continuá existindo desmatamento, isto é fato. Tráfico, contrabando e pirataria só existem porque o mercado consumidor é farto. Segue o texto:

Madeireiros fazem ações pontuais em reservas que não são detectadas pelo satélite

Giovana Girardi, enviada especial de O Estado de S.Paulo

SUDOESTE DO PARÁ - Imagens quadriculadas e recortadas dos satélites mostram todo mês como está o desmatamento na Amazônia. Já há algum tempo alertam que, apesar de em geral a taxa estar caindo, é nos lugares onde o desmate realmente não deveria existir - as unidades de conservação criadas para contê-lo - que o problema avança perigosamente. Mas somente voando sob as nuvens é possível observar o tamanho do desafio de resolvê-lo.

Partindo de Itaituba, no oeste do Pará, sobrevoamos um mosaico de áreas
protegidas criadas no entorno da BR-163 a fim de conter desmatamentos que a obra poderia causar. Ao entrarmos na Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, a primeira sensação é de alívio. Altamente preservada, faz pensar que teremos de voar muito até achar o problema. Não demora nem cinco minutos.