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Escolha saudável com ética

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Arte Sustentável

Conheça nossas ecoficinas e nossos ecoprodutos

Castração a baixo custo - SP e outros Estados


 
SÃO PAULO
UNISA - Universidade de Santo Amaro
Deve-se primeiro retirar a Guia de Inscrição na Subprefeitura de Palhereiros.
Avenida Sadamu Inoue, 5252, Jardim dos Álamos, Palhereiros-SP
Fone Subprefeitura: 5926-6500
Seg à sex das 10 às 15
RG, CPF e Comprovante de residência
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Clínica Veterinária UNISA
Rua José Portolano, 57, Jardim das Imbuias, São Paulo-SP
Fone: 2141-8562 - Segundas, Quartas e Quintas 14 às 17
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CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES - CCZ
Rua Santa Eulália, 86, Carandirú - Fones: 3397-8955 e 3397-8956
Das 08:00 às 18:00 hrs - de segunda a sábado
E-mail: zoonoses@prefeitura.sp.gov.br
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SUVIS ERMELINO MATARAZZO
Av. São Miguel, 5977 - Fones: 2042-9700, ramal 216
Das 9 às 15 horas, de segunda a sexta-feira
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SUVIS SÃO MATEUS
Av. Ragueb Chohfi, 1400 - Fone: 3397-1165
Das 9 às 16 horas, de segunda a sexta-feira
Distribuição de senhas até as 14 horas
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SUVIS PARELHEIROS
Rua Sadamo Inoe, 5252 - Fone: 5926-6500, ramal 6547
Das 10 às 15 horas, de segunda a sexta-feira
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JANDIRA
CCZ - Centro de Controle de Zoonoses - Tel. (011) 4619 - 9434
Rua João Balhestero s/nº - Parque J.M.C.
Anestesia: intravenosa - Serviço terceirizado - Veterinário responsável: Dr. Ricardo Almeida de Souza
Campanha permanente - fazer inscrição no começo do mês - realizam apenas 100 castrações por mês agendadas para a população local e carente.
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SANTO ANDRÉ
CCZ - Centro de Controle de Zoonoses - Tel: 4990.5256
Rua Igarapava, 239 - Vila Val Paraíso
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Núcleo de Esterilização Cirúrgica e Vacinação de Cães e Gatos
Rua Mauro Bonafé Pauletti, 199, Jardim Três Marias - Zona Norte - Tel: (011)2013.1139
Comparecer ao local de 9 as 17hrs, munido de RG, CPF, comprovante de endereço, comprovante de vacinas, RGA se tiver. Anestesia intravenosa
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Núcleo de Esterilização Cirúrgica e Vacinação de Cães e Gatos (atendimento preferencial a moradores da região de São Matheus)
Rua Mauro Bonafé Pauletti, 199, Jardim Três Marias - Zona Norte - Tel: 2013.1139. O municipe deve comparecer ao local (entre as 9 e 17hrs) munido de RG, CPF, comprovante de endereço, comprovante de vacinas, RGA se tiver. Método utilizado: gancho - Anestesia: intravenosa.
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TABOÃO DA SERRA
Centro de Controle de Zoonoses
Rua Victor Campisi, nº 250 – Pq. Industrial das Oliveiras - Tel: 4701-8147/4786-3287
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CPNA- Campo Grande - Clínica de Planejamento de Natalidade Animal
Av. Interlagos, 2640 - Campo Grande - Tel: 5631-6363
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RIO DE JANEIRO
Mini-centros de castração gratuita para cães e gatos no município do RJ que pertencem a Prefeitura, (SEPDA) Secretaria  de  Defesa  e  Proteção aos Animais: OBS: A marcação da Esterilização é feita só às sextas-feiras a partir das 8:00h. Nessa oportunidade será agendada (com data e hora) a esterilização para a semana seguinte. São dadas apenas duas (2) senhas por pessoa.
NÃO É NECESSÁRIO LEVAR O ANIMAL PARA A MARCAÇÃO, mas é necessário levar: Documento de Identidade, CPF E Comprovante de residência.
Seguem, abaixo, os nomes dos agentes e respectivos telefones de cada centro de esterilização:
- Largo do Machado - Ao lado da Cabine da PM - Kelly - 9496-9451
- Jacarepaguá - Praça Seca - Em frente ao banco HSBC - Aila - 9496-9454
- Realengo - Praça Padre Miguel - Ao lado da Igreja N. S. da Conceição - Marcos Tel - 9496-9455
- Bonsucesso - Av Brasil ao lado do Bob's sentido Centro, na altura da passarela 9 - Danielle Tel - 9366-3336
- Coelho Neto - Caroline - Tel - 9496-9452
- Méier - Jardim do Méier - ao lado do Hospital Salgado Filho
- Recreio - Rua Guiomar de Novaes s/nº - Praia da Macumba, Posto de Saúde
- Vista Alegre - Pç. Vista Alegre, próximo à Lona Cultural
- Vicente de Carvalho - Largo Vicente de Carvalho, confluência da avenida Pastor Martin Luther King com a avenida Vicente de Carvalho, próximo à saída do metrô Estação Vicente de Carvalho
- Campo de Santana - Centro - agendamento em todos os dias da semana, a partir das 9h, pelo telefone 2293-6518, diretamente com a Dra. Luciana. Qualquer dúvida, favor telefonar para: 2292-6516 e 2273-2816. No momento da marcação você receberá as informações de como proceder no dia da cirurgia. Quaisquer maiores esclarecimentos, entre em contato através dos telefones: (21) 2503 4654, (21) 2503 4654 e  2503 4577
Mais Informações:
Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais - SEPDA
Rua São Clemente, nº 360 - Botafogo
Telefones (21) 2503-4654, (21) 2503-4654/2503-4577
Rua Afonso Cavalcanti, 455 - Sala 348 - Rio de Janeiro
Tel.: 2292-6516 / 2273-2816
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OUTROS ESTADOS:
MINAS GERAIS / UBERLANDIA / BELO HORIZONTE
Centro de Controle de Zoonoses de Uberlândia
Local de cadastramento: sala de vacina do Centro de Controle de Zoonoses.
Endereço: Avenida Alexandrino Alves Vieira, 1423, bairro Liberdade.
Horário: das 7h às 18h.
Documentação necessária: RG, CPF e comprovante de renda de até dois salários mínimos.
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A prefeitura de Belo Horizonte oferece o serviço de castração gratuita para cães e gatos. São três locais para castrar seu cão ou gato gratuitamente, entre em contato com:
Centro de Controle de Zoonoses: Rua Edna de Quintel, 173 - Bairro São Bernardo - Belo Horizonte Telefone: (31) 3277-7413 - 3277-7411 Horário: 08:00 às 17:00 h
Regional Noroeste - Rua Antônio Peixoto Guimarães, 33 - Bairro Caiçara - Belo Horizonte - Telefone: (31) 3277-8448 Horário: 07:00 às 16:00 h
Regional Oeste - Rua Alexandre Siqueira, 375 - Bairro Salgado Filho - Belo Horizonte - Telefone: (31) 3277-7576 Horário: 07:00 às 16:00 h
Ligue e se informe sobre os procedimentos antes e depois da cirurgia. Agende a castração do seu cão ou gato para evitar crias indesejadas.
Ong´s que fazem castração com custo menor:
Cão Viver: Rua 1º de maio,165, Braúnas/Contagem - 3397-8560 - (ao lado do Zoológico de BH)caoviver@yahoo.com.br
Bichos Gerais: Rua Pitangui, 3536 Sagrada. Família - 3481-1968 e 3086-2415
ASPAN - Associação Sabarense Protetora dos Animais e da Natureza (na cidade de Sabará): 3671-1120
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SANTA CATARINA / FLORIANOPOLIS
Coordenadoria de Bem Estar Animal - Prefeitura Municipal
Fone: 3237-6890 ou e-mail:
bemestaranimal@pmf.sc.gov.br
Outras informações: http://www.pmf.sc.gov.br/bemestaranimal/
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SALVADOR / BAHIA
O Centro de Controle Zoonoses (CCZ) oferece a castração gratuita de animais domésticos em Salvador. Para isso basta ligar para o telefone 156 ou 160 e se cadastrar com os dados pessoais, além de emitir informações do animal - estado de saúde, a idade, a raça, a espécie, o porte e o nome. As castrações acontecem de segunda a quarta-feira, no próprio CCZ - Rua do Mucambo, Vila 2 de Julho, Alto do Trobogy - Clínica Veterinária Vida Animal, conveniada a Prefeitura e localizada na Rua Wilson Palmeira, nº 54 - Amaralina.
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MATO GROSSO /CUIABÁ
Fundação de Saúde de Cuiabá - Rua Pedro Celestino, 26 - Centro
Cuiabá - Mato Grosso - Cep: 78.005-010
Tel: (065) 321-2799 / Fax:3624-1537(FUSC)
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MATO GROSSO DO SUL / CAMPO GRANDE
Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande
Rua Joana DíArc esq. Casa Paraguaia - Vila Pioneira
Tel: (067) 787-1417 / Fax: 382-6761
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PARANÁ/ CURITIBA
Centro de Controle de Zoonoses
Rua: Plácido de Castro ,3 - Guabirotuba
Tel: (041) 276-5515 / 322 4222 ramal:299
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SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
Secretaria Municipal de Saúde
Praça 08 de janeiro nº 225 - Tel: (041) 381-6970
________________________________________
FOZ DE IGUAÇÚ
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Vereador Moacir Pereira Vila Iolanda nº 900 - Tel: (045) 523-6880
________________________________________
MARANHÃO/SÃO LUIS
Secretária Municipal de Saúde
Campus Universitário da UEMA - Cidade Universitária
SEMUS (098) 232-7345 /Fax: 223-3324 /CCZ (098) 245-8660
________________________________________
TIMON - MARANHÃO
Rua 16 ( entre rua 90 e rua 100) /Parque Piauí /Timon/MA
Tels: (086) 212-2845 / (098) 222-3755/3304
________________________________________
ACRE/ RIO BRANCO
Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco
Rua José de Melo, 86 - anexo do Inamps - Centro - Tel: (068) 985-6813
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RONDÔNIA / PORTO VELHO
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Raimundo Cantuária esq. com Daniela - Park Ceará - Tel: (069) 222-3509 / (069) 223-1150
________________________________________
SANTA CATARINA/BIGUAÇU
Prefeitura Municipal de Biguaçu
Castramóvel - Tel: (048) 3039-8462
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AMAZONAS/ MANAUS
Secretaria Municipal de Saúde de Manaus
Av.Brasil s/nº - Compensa I - Tel: (092) 625-2655 Fax (092) 232-9786
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PARÁ/BELÉM
Secretaria Municipal de Saúde de Belém
Rua Senador Manoel Barata, 865 - 11º andar - Tel: (091) 212-4964/9691
________________________________________
SANTARÉM - PARÁ
Secretaria Municipal de Saúde
Av. Magalhães Barata nº 905 Bairro Aparecida
Tel: (091) 523-2752
________________________________________
RIO GRANDE DO  DO SUL /CACHOEIRA DO SUL
Secretataria Municipal de Saúde e Meio Ambiente
Conde de Porto Alegre, 77
Email: mdrescher@uol.com.br  - Tel: (051) 722-2114
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PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL
Faculdade de Veterinária - Departamento Med. Vet. Preventiva
Campus Universitário - Predio nº 42 - CCZ
Tel: (0532) 757374 / Fax: 759004
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PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL
Centro de Controle de Zoonoses
Secretaria Municipal de Saúde e Serviço Social
Estrada Bérico Bernardes, 3489
Lomba do Pinheiro - Parada 20 - Viamão - RS

PRIMEIRO FAST FOOD VEGANO DO PAÍS INAUGURA EM PORTO ALEGRE

 


Veganos e vegetarianos porto alegrenses estão felizes. Não há dúvida! Acaba de inaugurar na 24 de outubro, 31, o primeiro fast food vegano da cidade – e também do Brasil! São hambúrgueres, vários acompanhamentos e até mesmo sobremesas feitas sem nenhum ingrediente de origem animal!

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Nós fomos provar logo no dia de estreia e adoramos! O B Burger oferece no cardápio hambúrguer preparado com soja, falafel (grão-de-bico) ou vegetais. As combinações incluem tomate, alface americana, molho especial da casa, pesto de tomates secos, cebola picada refogada, com ou sem shoyu, pesto de manjericão, picles, linguiça vegetal e mostarda. O pão pode ser branco ou integral, e formam o combo batatas palito assadas, coxinha de soja, bolinhos de falafel, salada e molho.
O restaurante abre de segunda a sábado, e os horários são: de segunda a quinta, das 11h às 22h; sextas e sábados, das 11h às 23h.

Identificação simples para cães

Cuidados redobrados durante os jogos da copa. Muitos animais poderão fugir assutados com os rojões.
Se o animal fugir e estiver com uma plaquinha de identificação, simples como o exemplo abaixo, ele será encontrado com certeza!




 
 
Como fazer:     

 

·       Pegue uma folha de sulfite em modo paisagem na media de 1 (um) cm de largura por 30 (trinta) de comprimento.  

·       Escreva a mão ou no computador, nome e telefone.

·       Leve à uma papelaria que faça plastificação.

·       Peça para plastificar duas ou mais vezes para ficar mais resistente

·       Faça o corte deixando área plastificada livre do papel na largura e nas pontas

·       Faça um furo pequeno nas pontas

·       Coloque no pescoço do animal e amarre.

 

 

OBS: Geralmente a plastificação é na folha inteira, portanto se tiver mais cães use a mesma a folha.

 

Se for de pequeno porte tire a medida do pescoço primeiro.

 

Não importa o tamanho do cão, porque se for grande é só usar uma fita maior.

Cães com deficiência ganham mobilidade em cadeiras de roda

10 de junho de 2014 • 15h18

 


Saiba como as cadeiras de rodas para animais podem ajudar a aumentar a qualidade de vida de cães com alguma deficiência móvel




Foto: Getty Images
 
Assim como no mundo dos humanos, a deficiência móvel pode ter as mais variadas origens no universo canino. Fatores como acidentes, idade avançada e características genéticas podem, em muitos casos, acabar com grande parte da capacidade de mobilidade natural dos cachorros. No entanto, os avanços da medicina veterinária e da fisioterapia do universo pet têm conquistado uma série de avanços importantes ao longo da última década e, hoje, já é possível ajudar para que os cães com problemas móveis sejam mais livres e independentes.
 
Cada vez mais avançado e tecnológico, o mercado pet dos dias de hoje já conta com cadeiras de roda especialmente produzidas para os cachorrinhos que passam por esse tipo de problema – adaptando ferramentas de maneira cada vez mais certeira para que os cães com deficiência possam desfrutar de mais liberdade e qualidade de vida.
 
Trazendo benefícios físicos e psicológicos para os animais que fazem o seu uso, a cadeira de rodas para cães permite que o animal pratique atividades físicas (evitando problemas como o da obesidade canina) e faça passeios livres em espaços abertos como ruas e parques, mantendo o contato com a natureza e, com isso, o seu bem-estar.
 
No sentido psicológico, os cachorros deficientes também são amplamente beneficiados pelo uso desta ferramenta de auxílio. Com ela, o animal pode viver a sua vida de uma maneira mais ‘normal’ e sem muitas restrições, evitando o estresse por ficar preso a um só lugar e, consequentemente, o desenvolvimento de problemas como a depressão.
 
Vale lembrar que, embora muitas atividades possam ser feitas pelos cães deficientes com a ajuda da cadeira de rodas, todo tipo de exercício físico deve ser devidamente analisado e permitido por um médico veterinário, já que, em alguns casos, esforços muito grandes (mesmo com o auxílio da ferramenta) podem prejudicar o animal.
Produzidas em diferentes modelos e materiais, as cadeiras de rodas para cães podem ajudar a melhorar a mobilidade e a independência de pets caninos com variados tipos de deficiência. No entanto, a escolha do acessório ideal deve ser feita com a ajuda de um profissional da medicina veterinária. Somente ele saberá indicar o modelo certo para ajudar o animal sem prejudicar o seu processo de tratamento.
Clique no link e saiba onde encontrar profissionais e produtos do mercado pet.
Matéria validada pelo Dr. Ricardo Tubaldini (CRMV – SP 23.348), Médico Veterinário formado pela Universidade Paulista e Cirurgião Geral e Ortopedista em Hospital Veterinário de São Paulo. Dr. Tubaldini é Diretor de Conteúdo do portal CachorroGato.

Supermercados franceses atraem clientela com promoção para frutas e vegetais feios

              
Chega de esconder os morangos feios no fundo da caixa. Na França, as frutas e os legumes esteticamente imperfeitos finalmente encontraram seu lugar ao sol. Grandes ou pequenos demais, tortos, mal-formados, achatados, esquisitos ou com formas estranhas: redes de supermercados estão promovendo campanhas para o consumo dos produtos “moches” (feios, em francês) com descontos de até 30% do preço original.

A reportagem é de Amanda Lourenço, publicada por Opera Mundi, 09-06-2014.

O objetivo é diminuir o desperdício alimentar, já que, dependendo da variedade das frutas e dos legumes, entre 10% e 30% deles acabam indo para o lixo, boa parte por causa do aspecto desvantajoso do produto.

O primeiro supermercado a tentar a experiência foi o Intermarché, que há um mês oferece os produtos moches em sua filial na cidade de Provins, a 90 quilômetros de Paris. O sucesso foi muito maior do que o esperado e em apenas dois dias foi vendida 1,2 tonelada de vegetais feios. “Em toda minha longa carreira de publicitário, nunca vi tantas mensagens positivas acerca de uma campanha. E isso em um setor frequentemente atacado, o da grande distribuição”, disse em entrevista ao jornal francês Le Parisien Mathieu Delcourt, responsável de marketing do Intermarché.

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Foto: Opera Mundi
 
Os legumes em formas engraçadas e pouco habituais foram transformados em personagens simpáticos através de fotos publicitárias, acompanhados de frases bem-humoradas destacando que o sabor dos alimentos é mais importante que sua aparência.
 
A iniciativa conquistou os franceses e se espalhou nas redes sociais. O Intermarché ganhou milhares de novos seguidores em sua página do Facebook e sua marca passou a ser três vezes mais comentada na internet desde o início da campanha. Diante de tamanho sucesso, outras redes de supermercado decidiram entrar no setor dos legumes feiosos, entre elas a Auchan, que oferece os produtos há um mês em sua filial na cidade de Vélezy, periferia da capital francesa, e o Monoprix, que inaugurou sua prateleira de frutas despadronizadas há duas semanas em 17 de suas lojas.

“Estes primeiros dias de campanha têm sido bastante positivos. O público está recebendo a ideia muito bem porque as pessoas entendem que o formato dos produtos pode variar, mas o gosto é o mesmo”, afirma Jonathan Soyez, responsável pelo setor de comunicação do Monoprix, para o Opera Mundi. “Acho que o desconto de 30% também deu um empurrãozinho”, brinca. 
 
Apesar do Monoprix ter implementado a novidade um mês depois do sucesso do Intermarché, Soyez afirma que a ideia já vem sendo discutida há bastante tempo na empresa. “Estudamos com cuidado a iniciativa porque queríamos adotar o empreendimento a longo prazo. Demoramos para por em prática pois queríamos fazer direito”, explica o responsável.

Feios, porém gostosos

Os novos produtos têm a etiqueta “Quoi ma gueule”, homenagem a uma música do cantor francês Johnny Hallyday na qual lamenta os olhares atravessados e julgamentos sobre sua aparência. A marca é uma criação da empresa Sols & Fruits e aproveitou o nicho do mercado para se especializar na comercialização dos vegetais que antes eram rejeitados.
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Foto: Opera Mundi
 
A seleção das frutas imperfeitas varia de acordo com a espécie. No caso das cerejas, que entram em alta temporada nas próximas semanas na França, acontece justamente o inverso: não há seleção – as frutas são vendidas exatamente como são colhidas. Em condições normais, 40% das cerejas iriam para o lixo por serem grandes ou pequenas demais, por isso a marca Quoi ma gueule? teve a ideia de comprar as frutas sem triagem. Os produtores vendem mais barato, mas por outro lado não desperdiçam nenhuma unidade e ainda economizam no tempo e na mão-de-obra.
 
O grande desperdício de frutas e legumes também custa caro para os consumidores, pois no preço de cada fruta comprada no supermercado está embutido também o valor daquela rejeitada por não ser redonda ou lisa suficiente. Por isso, mesmo quem preferir continuar comprando seus legumes perfeitos pode acabar sendo beneficiado pela novidade. Os consumidores são só elogios: “Chega de frutas e legumes brilhantes e saídos de uma forma perfeita. A natureza é tolerante, ela nos dá produtos multicoloridos e em formas diversas”, diz um cliente adepto da novidade.

do Unisinos

Dia Mundial do Meio Ambiente: o que há para se comemorar?


            
Datas comemorativas, como o próprio nome diz, existem para celebrar e estimular novas conquistas. Confesso que tive dificuldades em enumerar conquistas no que se refere ao meio ambiente no Brasil, pois os retrocessos são enormes. Quem luta pelas questões socioambientais, luta para não cair no pessimismo e busca transformar indignação em ação.

A reportagem é de Márcia Pimenta, publicada por Envolverde, 05-06-2014.

No ano passado, a sociedade foi às ruas por melhores condições de transporte. A perda de qualidade de vida com os engarrafamentos, que paralisam as grandes cidades, traduz-se em perda de tempo e produtividade, problemas respiratórios devido à poluição, impermeabilização do solo e menos espaço para o lazer dos cidadãos. O esforço da sociedade culminou com a proposta do governo federal de aplicar R$ 50 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC em mobilidade urbana. A imobilidade dos tomadores de decisão fez com que a proposta não saísse do papel. Totalmente na contramão da ambição da sociedade, o governo planeja diminuir impostos para estimular a venda de carros, enquanto a tributação sobre as bicicletas faz com que as “magrelas” brasileiras sejam umas das mais caras do mundo.
Enquanto isso, o mundo aquece. O 5º relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas lançado em março adverte: o impacto do aquecimento global será “grave, abrangente e irreversível”. Impacto nas colheitas, aumento de desastres devidos aos fenômenos climáticos extremos, como enchentes e as secas que afetam a disponibilidade de água para milhões de pessoas. Essas previsões não acontecerão num futuro remoto. Elas já estão presentes.

O noticiário nacional se transformou num boletim ambiental e você nem reparou. As regiões CO e SE foram duramente impactadas pelo desequilíbrio do regime de chuvas. A floresta amazônica, responsável pela formação dos rios voadores que trazem a umidade para estas regiões, impactada pelo desmatamento para dar lugar a soja e à pata do boi, não consegue mais dar conta dessa função. O impacto constelou para a sociedade em forma de falta d’água na região mais rica do país, São Paulo. O Sistema Cantareira alcançou o nível mais baixo da sua história, deixando os paulistas sem água para consumo e prejudicando atividades produtivas.

O sistema de abastecimento de energia do país foi afetado, pois 65% da energia gerada no país são de fonte hidrelétrica. A falta de planejamento e investimento em energias renováveis fez com que o governo federal lançasse mão das termelétricas, muito mais poluentes e caras. Adivinha quem vai pagar essa conta?

Nossos tomadores de decisão não fizeram o nexo causal. Pelo contrário: aumenta a pressão desenvolvimentista sobre as Unidades de Conservação – UCs. Nos últimos anos perdemos 5,2 milhões de hectares das UCs e apenas duas novas foram criadas. Os índios, guardiões de nossas florestas biodiversas, têm sido alvo de ataques sistemáticos de setores produtivos, como mineração e agropecuária, de olho em mais terras para expansão de suas atividades. E não é só isso, mais de mil espécies da fauna brasileira correm risco de extinção.

Embora haja um consenso mundial de que a degradação ambiental é um sério impedimento para qualquer projeto de desenvolvimento econômico ou social, para alguns políticos, empresários e ruralistas, a preocupação ambiental é uma conspiração para impedir o país de crescer. Afinal, todo mundo sabe que para crescer é preciso destruir a natureza!

No Brasil este embate de forças têm gerado inúmeros conflitos e um preocupante ranking mundial: o país é campeão em mortes de ambientalistas em defesa de suas causas, em comparação com os demais países. O que vamos comemorar?

Ambientalistas dirigem carta a candidatos com dez ações fundamentais para recuperar a Mata Atlântica

 


 

 

 
Mata Atlântica
 
A criação de novas unidades de conservação e a regulamentação do Fundo de Restauração da Mata Atlântica, que está previsto em lei há oito anos, são duas das dez ações fundamentais descritas na Carta da Mata Atlântica 2014, documento preparado por ONGs ambientais para servir de Plataforma Ambiental a ser enviada aos candidatos às próximas eleições, em todas as instâncias nos 17 estados da Mata Atlântica. O documento foi resultado do Seminário da Semana da Mata Atlântica, que acaba de acontecer, na Escola de Astrofísica do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
 
Esta foi a décima edição do evento, realizado pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, da Rede de ONGs da Mata Atlântica ,Ministério do Meio Ambiente (MMA),além do apoio da Fundação SOS Mata Atlântica e da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ) e de representantes de organizações dos 17 estados do bioma Mata Atlântica.
 
A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do Brasil e o segundo do Planeta, globalmente reconhecido como prioridade para ações de conservação da biodiversidade, dos serviços ambientais e demais recursos naturais. Isso acontece não apenas por sua sociobiodiversidade inigualável, que está desaparecendo, mas também por sua importância para a manutenção da qualidade de vida de mais de 60% da população brasileira que habita seu território.
 
A deterioração do bioma, causada por um modelo de desenvolvimento que privilegia grandes projetos públicos e privados, planejados e implementados sem os devidos cuidados socioambientais, gera problemas como a perda de biodiversidade e dos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas, como a regulação da quantidade e da qualidade da água.
 
O resultado mais visível dessa situação hoje na Mata Atlântica é a ocupação indiscriminada de morros e áreas de mananciais. Com isso, a população passa a conviver com enchentes e desabamentos em épocas de fortes chuvas e falta de água em tempos de seca, entre muitos outros problemas. Um retrospecto recente das consequências disso vão desde perdas econômicas – em um território que corresponde a 70% do PIB brasileiro – e de qualidade de vida nas cidades, até perdas de vidas humanas.
 
É por isso que a situação crítica da Mata Atlântica tem mobilizado diversos setores da sociedade, que exigem ações e políticas capazes de assegurar sua conservação e restauração. No entanto, na contramão das necessidades, estamos vivenciando um grande retrocesso na política socioambiental brasileira, que impacta negativamente tanto a Mata Atlântica como os demais biomas presentes no país.
 
Nesse contexto, a Rede de ONGs da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, apresenta dez ações fundamentais e emergentes para reversão das degradações e proteção do bioma.
 
1- Retomar a agenda de criação e implantação de áreas protegida;
2- Regulamentar o Fundo de Restauração da Mata Atlântica (previsto em lei há oito anos);
3- Estruturar de maneira adequada os órgãos responsáveis pelo cumprimento do Código Florestal brasileiro (em vigor há dois anos);
4- Implantar, de forma qualificada, transparente e com participação social, os instrumentos do Código Florestal brasileiro, como o Cadastro Ambiental Rural, a restauração florestal e os incentivos econômicos e fiscais, para a sua total efetivação;
5- Estabelecer um marco legal sobre Pagamento por Serviços Ambientais, em consonância com o Código Florestal brasileiro e propor a criação de leis e programas similares nos estados e municípios;
6- Criar programas, em âmbito federal e estaduais, de fomento a elaboração e implementação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica;
7- Rearticular e fortalecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) como principal instrumento de gestão da política ambiental nacional, com participação e controle social;
8- Estabelecer um plano de ação para o cumprimento e monitoramento das Metas da Convenção da Diversidade Biológica (Metas de Aichi) voltadas para conter as perdas de biodiversidade no bioma, envolvendo e fomentando os estados e diversos seguimentos da sociedade;
9- Promover ampla discussão com a sociedade sobre megaempreendimentos, públicos e privados, que impactam o bioma;
10- Integrar as Políticas Públicas, nas três esferas da federação, tais como recursos hídricos, meio ambiente, agroecologia e mudanças climáticas, para a conservação e preservação do bioma.
 
Colaboração de José Antônio Araújo, para o EcoDebate, 29/05/2014

do portal EcoDebate

Bichos tristes


 

 

A crueldade das carroças em Brasília
por Consuelo Dieguez
 
A ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília, que liga o Lago Sul ao Centro da capital, é considerada uma das belezas da cidade. É sustentada por três grandes arcos assimétricos, projetados de forma a sugerir o movimento de uma pedra chapinhando sobre o lago Paranoá. Inaugurada em 2002, a obra monumental consumiu quatro vezes o valor orçado inicialmente. Tem duas pistas com seis faixas de rolamento e uma vistosa sinalização nas extremidades indica que a velocidade máxima ali permitida é de 60 quilômetros por hora; pedestres e ciclistas devem respeitar os espaços a eles destinados; e, finalmente, não menos importante, a circulação de carroças na via não é permitida.
A placa redonda, estampada com a figura de uma carroça puxada por um cavalo desenxabido, cortada por uma faixa vermelha de proibido, pode parecer exótica para forasteiros, principalmente os das grandes capitais. Mas, para os moradores de Brasília, o alerta procede. Carroças com tração animal costumam circular livremente pela cidade.
Em tese, elas já deveriam ter sido banidas das ruas. Mas o governo do Distrito Federal faz vista grossa para os carroceiros porque não sabe como realocá-los em outra atividade. Pobres e, na maioria, analfabetos, sem preparo para outro tipo de trabalho, eles ganham a vida catando todo tipo de refugo: ferro velho, papelão, entulhos de obra. Na maior parte das cidades, a tralha geralmente é transportada em caçambas puxadas por potentes caminhões. Em Brasília, é levada em carroças assentadas em lombos de cavalo.
José da Conceição é um homem negro, magro e de altura mediana. A pele encarquilhada e a boca murcha, sem a maior parte dos dentes, lhe dão a aparência de um velho de antigas fotografias, embora tenha 50 anos recém-completados. No começo de uma tarde abafada de abril, ele tentava organizar o lixo – sua mercadoria – acumulado num terreno baldio no final da Asa Norte, região valorizada do Plano Piloto. O papelão para reciclagem estava empilhado no chão de terra batida. Ferro e restos do que algum dia foram móveis estavam embolados sobre a vegetação rasteira. Mais ao fundo, escondida sob arbustos do cerrado, estava sua carroça, carregada de entulho, atrelada a um cavalo arqueado pelo peso. José da Conceição se aproximou do animal e acariciou sua cabeça.
O cavalo cinza chama-se Badulaque e é ainda um potro. O dono diz tratar bem o bicho, apesar da pesada carga que coloca sobre ele. Contou que fez curso de carroceiro ministrado por técnicos do governo. Ensinaram-lhe a dar ração, vacinas e vitaminas. Também disseram que a carga máxima suportada pelo animal seria de 300 quilos. Mas ele admite que Badulaque costuma carregar o dobro. “Se não for subida ele aguenta bem.” Alega que “cavalo foi feito para trabalhar”.
 
Suando em bicas e espantando as moscas à sua volta, o ex-sargento Fernando Alcântara, vestindo um pesado terno de risca de giz, acompanhava com desgosto a fala de José da Conceição. Alcântara abandonou o Exército há seis anos após sofrer uma dura perseguição da corporação em razão da sua relação homossexual com o companheiro, também sargento, Laci Marinho de Araújo, aposentado por motivo de saúde. Inconformados com os maus-tratos aos animais, os dois criaram em Brasília uma ONG, o Instituto Ser, para lutar pelos “direitos humanos e da natureza”.
Alcântara foi procurado por partidos políticos para que concorresse a uma vaga na Câmara Distrital. Chegou a se filiar ao PSB, mas deixou o partido quando este passou a abrigar a ex-senadora Marina Silva. “Essa mulher é uma fundamentalista religiosa e essas seitas evangélicas são as que mais perseguem os homossexuais”, disse. Bandeou-se para o PCdoB e sairá candidato a deputado distrital, com a bandeira da defesa dos animais.
O caso dos cavalos de carga, segundo Alcântara, é dos mais tristes. “Eles são trazidos ao centro veterinário da Universidade de Brasília com as patas sangrando e o lombo cheio de feridas”, contou. “São tratados com muita crueldade pelos donos.” Alguns animais chegam a ser cegados pelos carroceiros para não se assustarem com o trânsito. Muito deles são velhos e trabalham até morrer por exaustão. Outros tantos são sacrificados ao terem as patas quebradas pelo excesso de peso que carregam. O ex-sargento queria que fossem levados para um santuário.
Há alguns meses, Alcântara iniciou uma campanha para que cavalos e carroças fossem substituídos por uma bicicleta movida a bateria, acoplada
a uma carroceria coberta. Pareceu-lhe uma ótima solução. “Os carroceiros não perderiam seu trabalho e os animais não seriam sacrificados.” Mas não considerou o custo do veículo – 12 mil reais cada. Como não encontrou quem bancasse o projeto, a ideia não foi adiante.
 
Filmado todo o tempo por Laci, Alcântara perguntou a José da Conceição se ele trocaria a carroça por um veículo diferente, caso fosse possível. O carroceiro disse que já tentou ter uma Kombi, mas, como é analfabeto, é proibido de dirigir. Não lhe sobraria outra alternativa que não a carroça. “Estou cansado de levarem meu cavalo para o depósito. Tenho que ir ao banco pagar uma taxa para soltá-lo e logo o prendem de novo”, reclamou. “É uma espécie de sequestro e eu tenho que pagar fiança.”
Num português perfeito, José da Conceição contou que, antes de ser carroceiro, era traficante. Mas agora, com o trabalho, tem “uma vida digna”, com mulher e filhos. “É claro que eu queria estar num gabinete com ar-condicionado e ser chamado de doutor José, mas não tenho essa chance”, disse. “Sou xingado pelos motoristas, perseguido pela fiscalização, mas sou menos invisível do que quando era traficante.”
Em seguida, o carroceiro reclamou da situação que considera injusta. “Dou muito mais duro que esses deputados distritais e vivo aqui nessa sujeira e pobreza.” Naquele dia, o Correio Braziliense havia noticiado que os 24 deputados distritais trabalhavam apenas às terças-feiras e tinham gastos de cerca de 200 mil reais por gabinete. Conceição voltou-se para Alcântara e apelou. “Espero que sua ONGpossa nos tirar dessa vida.” É o que ele promete. 

"O futuro nos leva para o lixo zero, para a economia circular, a reutilização total".

            
“O futuro nos leva para o lixo zero, para a economia circular, para a reutilização total, por isso, precisamos de profissionais que pensem em mudar o processo de produção, mudar o conceito do produto e a aplicação dele, ou seja, remodelar o sistema”, diz o engenheiro civil.
“Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS ter dado um caráter profissionalizante para o processo de coleta seletiva dos resíduos — porque nós tínhamos um movimento muito amador —, nesses quatro anos pouco se fez para a profissionalização das pessoas que trabalham com o lixo”, adverte Rodrigo Sabatini na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone.
 
Na avaliação dele, os catadores, determinados pela PNRS como responsáveis pela coleta seletiva do lixo nos munícipios brasileiros, ainda não foram “aparelhados” com tecnologias. “Eles precisam de instrução, de possibilidades. E sobre o aspecto humano da questão, digo que ninguém merece botar a mão no lixo de ninguém. É uma questão de humanidade, de dignidade. Uma pessoa que se sujeita a coletar lixo para sustentar outra é uma pessoa muito digna, mas uma sociedade que permite que alguém viva do seu lixo é uma sociedade indigna”, frisa.
 
Entre as metas da PNRS, estava a de erradicar os lixões até agosto deste ano, mas provavelmente ela não será cumprida, porque apenas “30% das prefeituras já entregaram seus planos”, informa. Segundo ele, apesar de a PNRS ser uma das legislações ambientais mais modernas do mundo, “o Brasil estava totalmente despreparado para a lei”.
 
Segundo ele, entre as dificuldades, há a falta de preparo dos municípios: “85% dos municípios brasileiros têm menos de 50 mil habitantes, então a infraestrutura é muito pequena. No caso dos municípios com uma população maior, são muito complexos para implementar a política em dois anos”.
 
Na avaliação de Sabatini, com o desenvolvimento da PNRS, a principal meta deve ser a de alcançar índice de lixo zero, a exemplo do que já fazem outras cidades, como São Francisco, na Califórnia, que “encaminha para o aterro apenas 18% de todo o lixo que produz, quer dizer, 82% dos resíduos da cidade são tratados, encaminhados e voltam para a cadeia produtiva”.
 
Rodrigo Sabatini é Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Atualmente é conselheiro do Instituto Lixo Zero Brasil e presidente da Novociclo Ambiental.
 
Confira a entrevista.
IHU On-Line - Como você avalia a falta de ação dos municípios frente à Política Nacional de Resíduos Sólidos, já que a maioria dos munícipios não tem Plano de Gestão?
 
Rodrigo Sabatini – Diversos fatores complicaram o cumprimento da legislação.
Primeiro, a lei foi feita no meio do mandato dos prefeitos, em 2010. Então, até eles tomarem conhecimento da lei e das ações que deveriam realizar, o mandato deles já estava perto do final; como tinham outras prioridades, deixaram o “pepino” para o próximo. Ou seja, como a lei só passaria a vigorar no ano seguinte, deixaram sua implementação para o prefeito que assumisse o próximo mandato. Então, quase todo mundo deixou para depois; só 10% dos municípios fizeram seus planos municipais na data certa.
 
Outro problema é que o Brasil estava totalmente despreparado para a lei. A Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos é a mais moderna do mundo e, talvez, a mais justa também. Ela demorou 19 anos para ser elaborada, mas foi muito bem feita e é bastante moderna em diversos fatores. Os próprios técnicos da área, engenheiros, sanitaristas, biólogos e engenheiros de produção, e a própria engenharia de modo geral, não estavam preparados para a lei. Então, essa também foi uma dificuldade. Outra dificuldade diz respeito à falta de preparo dos municípios: 85% dos municípios brasileiros têm menos de 50 mil habitantes, então a infraestrutura é muito pequena. No caso dos municípios com uma população maior, são muito complexos para implementar a política em dois anos. Entretanto, o plano de São Paulo saiu e é muito bom. Até agora, 30% das prefeituras já entregaram seus planos, mas em algumas prefeituras pequenas o projeto é muito fraco; o último que eu vi, inclusive, comparei a um trabalho escolar.

“Ninguém quer tomar conta do lixo, e esse é um problema sério”

IHU On-Line - Que tipos de ações avançaram e quais ainda devem ser aprimoradas para cumprir o que a lei prevê?
Rodrigo Sabatini – A lei diz que todo município, todo grande gerador de resíduos, deve ter um Plano de Resíduos Sólidos, não apenas para ter um plano, mas porque a partir desse plano será elaborado um sistema integrado de informação no futuro — talvez possa ser iniciado no próximo ano —, no qual a nação poderá fazer o seu planejamento. Então, foi pedido aos municípios e aos grandes geradores um diagnóstico, mas por enquanto não temos como planejar, pois não temos nem o diagnóstico.
 
Outra coisa que a lei deveria fazer após termos o diagnóstico dos municípios é estabelecer metas para chegar a um nível de 90% de reciclagem, como é feito em outros países. Os países que avançaram muito na reciclagem têm metas, e muitos deles têm metas de lixo zero.
 
Na cidade de São Francisco. EUA, a data é 2020, em outras cidades, os prazos são 2015, 2030, 2040. Cada cidade estabelece seu diagnóstico e sua meta, e isso é importante porque orienta a sociedade para aquele fim. Então, a partir do momento em que se tem uma meta, os jovens, os estudantes, os engenheiros e outros profissionais passam a ver essa meta como uma oportunidade e passam a desenvolver uma capacidade técnica para tratar dessa questão. Por enquanto, a lei visa, prioritariamente, evitar a formação do lixo.
 
A nova lei estabelece uma hierarquia, os procedimentos e a responsabilidade para evitarmos o envio de materiais para aterros. As universidades, por enquanto, estão focadas na remediação do problema, mas precisamos de profissionais para evitar o problema. O futuro nos leva para o lixo zero, para a economia circular, para a reutilização total, por isso, precisamos de profissionais que pensem em mudar o processo de produção, mudar o conceito do produto e a aplicação dele, ou seja, remodelar o sistema.
 
IHU On-Line - Em que consiste a proposta do Lixo Zero? Ela é viável?
 
Rodrigo Sabatini - O lixo zero é uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudarem seus modos de vida e suas práticas de forma a incentivar os ciclos naturais e sustentáveis, onde todos os materiais residuais são projetados permitindo seu uso no pós-consumo. Lixo Zero significa projeto de produto e gerenciamento de processos para evitar e eliminar sistematicamente o volume e a toxicidade dos resíduos e materiais, conservar e recuperar todos os recursos e não aterrá-los ou incinerá-los. Ao implementar o lixo zero, todos os descartes para a terra, água e ar são evitados, os quais são uma ameaça à saúde do planeta e dos seres vivos.
 
O que isso significa? Significa que vai se estabelecer uma meta e reunir todos os esforços, humanos, intelectuais, culturais, e o que for necessário para evitar o envio de materiais para aterros. Não é, portanto, algo mágico, mas trata-se do exercício de um planejamento, ou seja, é um programa de uma melhoria contínua. A aplicabilidade dessa proposta é total.
 
Existem empresas e indústrias que têm lixo zero e cidades que estão chegando muito perto ou vão chegar ao lixo zero em pouco tempo. O maior exemplo de uma cidade grande que tem lixo zero é a cidade de São Francisco, na Califórnia. São Francisco encaminha para o aterro apenas 18% de todo o lixo que produz, quer dizer, 82% dos resíduos da cidade são tratados, encaminhados e voltam para a cadeia produtiva. A meta de São Francisco é de ser lixo zero até 2020. Outro exemplo é a cidade de Capannori, na Itália, que tem 30 mil habitantes e é uma cidade que começou o programa do lixo zero há cerca de 10 anos e hoje é o centro de referência da Europa, com mais de 90% de encaminhamento correto do lixo. Isso fez crescer uma indústria de reciclagem e reuso em seu entorno. A cidade de Milão tem 2 milhões de habitantes e está implementando o programa lixo zero, de bairro em bairro, e o programa está funcionando muito bem e de forma rápida. 
 
Lixo

“O lixo zero é uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para guiar as pessoas a mudarem seus modos de vida”

Lixo, para mim, é tudo aquilo que é misturado, que é uma meleca. Antes disso, podem até me descrever lixo como alguma coisa que não vou usar ou algo assim, mas se ele estiver separado, poderá ser matéria-prima de alguma coisa, e aí já não é mais lixo, é matéria-prima.
 
Agora, uma vez que se mistura tudo e se faz uma meleca, aí sim, se tem o lixo. Ao formar-se, o lixo ganha um caráter de urgência, ou seja, é urgente que se dê um destino àquele lixo. Enquanto for matéria-prima e estiver separado, pode ficar guardado durante anos.
 
Por isso, quando não tratamos o lixo, estamos criando uma situação de urgência. O caráter de urgência tem um custo político, econômico e social.
 
Tudo que é urgente pode ser contratado sem licitação, tudo que é urgente fica sujeito a um valor, ou seja, tem um custo elevado. Então, com a proposta do lixo zero, se tira o caráter de urgência de lixo das matérias-primas, que passam a ser coletadas e encaminhadas separadamente.
 
A segunda questão é a do custo. Há um movimento enorme na Itália no qual mais de 400 municípios estão indo em direção ao lixo zero. Ações como essas têm gerado revoluções em um período de no máximo 36 meses e se evidencia uma mudança de 80% de reciclagem. Com isso, o custo dos municípios tem diminuído.
 
IHU On-Line – Se planejarmos e fizermos esse plano de maneira adequada de coleta de resíduos e separação, isso economiza no orçamento final da cidade, isso gera receita?
 
Rodrigo Sabatini – Ações como essa diminuem o custo do município e podem gerar receita dependendo da utilização disso. Mas medidas como essa tiram “um peso político das costas”. Basta imaginar a greve dos garis: eles podem fazer greve a qualquer hora e em três dias o governo tem de resolver a situação.
 
IHU On-Line - Qual a diferença entre lixões e aterros sanitários?
 
Rodrigo Sabatini - O lixão é um buraco em que se joga tudo lá. Depois, existem os aterros controlados, nos quais se coloca terra em cima do buraco. Os aterros sanitários têm uma manta embaixo da terra, onde depois se coloca o resíduo, depois se coloca terra, e assim vai fazendo um sanduíche que depois será lacrado. No Brasil estão investindo em aterros sanitários e, a partir de 2 de agosto de 2014, se analisarmos a lei de forma stricto sensu, veremos que será crime ambiental jogar alguma coisa nos lixões.
 
IHU On-Line - É possível vislumbrar o fim dos lixões num horizonte próximo?
 
Rodrigo Sabatini – Em Santa Catarina, onde moro, não tem lixão faz tempo. Hoje existem os aterros sanitários; é uma questão de planejamento. Mas o problema é que ninguém quer um aterro como vizinho, ninguém quer o lixo perto de si, ninguém que tomar conta do lixo, e esse é um problema sério. Mas a sociedade brasileira, com a PNRS, está pronta para se responsabilizar pelo lixo.
 
IHU On-Line - Neste contexto, como você avalia a situação dos municípios de Santa Catarina?
 
Rodrigo Sabatini – Santa Catarina é um caso à parte, pois não tem lixões faz tempo. O estado já se adequou à parte mais séria da lei, e agora está fazendo os planos.
 
IHU On-Line - Pensando para além do consumidor, qual o papel da indústria na produção de resíduos? É possível minimizar esta produção sem diminuir a produtividade?
 
Rodrigo Sabatini – A indústria é o mais fácil de todos, porque toda indústria séria, competente, está mais próxima do lixo zero. A indústria já é um lugar que tem programa de qualidade total, adoção de ISOsISO 14000, ISO 21000 —, programas de produção limpa, que já deixam as indústrias muito próximas do lixo zero, e é o setor que mais está em direção do lixo zero nesse momento. Diversas indústrias, antes do final do próximo ano, serão lixo zero. O lixo zero nada mais é do que aplicar a lógica industrial, ou seja, nunca misturar, organizar sempre, manter limpo, manter tudo organizado, tudo em dia como em uma indústria.
 
IHU On-Line - Qual a sua visão sobre a inclusão dos antigos catadores como coletores de resíduos sólidos? Essa é a melhor forma de empoderar estes grupos sociais?
 
Rodrigo Sabatini – A política nacional deu uma oportunidade para as pessoas que viviam do lixo, e elas podem contribuir de alguma forma em alguns lugares. Apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS ter dado um caráter profissionalizante para o processo de coleta seletiva dos resíduos — porque nós tínhamos um movimento muito amador —, nesses quatro anos pouco se fez para a profissionalização das pessoas que trabalham com o lixo. Não se trata de uma questão de empoderá-los, mas de aparelhar as redes de informações e tecnologias; eles precisam de instrução, de possibilidades. E sobre o aspecto humano da questão, digo que ninguém merece botar a mão no lixo de ninguém. É uma questão de humanidade, de dignidade. Uma pessoa que se sujeita a coletar lixo para sustentar outra é uma pessoa muito digna, mas uma sociedade que permite que alguém viva do seu lixo é uma sociedade indigna.
 
(Por Andriolli Costa e Patricia Fachin) - Unisinos