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Taboão da Serra, ativistas fazem vigília em frente ao Parque das Hortênsias



Cerca de 15 ativistas passaram a noite desta terça-feira, dia 7, em frente ao Parque das Hortênsias, eles exigem que a prefeitura remova os animais. Segundo um integrante do grupo, eles irão permanecer no local até que “sejam retirados os animais,não todos, mas até que a gente chegue em um acordo”.

De imediato eles estão cogitando a transferência do gavião para a Mata  Ciliar, em Jundiaí. “O gavião em questão, foi abandonado aqui no parque. Ele está cego de um olho e não tem uma das patas. Ele não tem condição de exposição, nem de soltura, porque não sobreviveria”.

Foto: Eduardo Toledo

Ativistas estão reunidos na frente do Parque das Hortênsias e pedem a remoção dos animais

Xavier declarou que na próxima terça-feira, dia 14, irá até a Mata Ciliar para conhecer o trabalho deles, somente após essa visita poderá dizer se o gavião será ou não transferido para lá.

Quanto a transferência da leoa, tanto o biólogo, quanto a veterinária Talita Gonçalves, não vêem necessidade. “A Helga [leoa] é nossa princesinha, ela tem um tratador exclusivo, que está com ela há 11 anos e está excelente, nenhum problema de saúde”, disse Talita. Rodrigo Xavier comentou que o ambiente é adequado, assim como a alimentação, portanto “não há a menor necessidade de retirar”.

Atualmente, há somente um animal do departamento médico, apenas para curativo, a quati, estava tem dermatite, mas já está sob controle.

A Mata Ciliar trabalha com preservação de matas ciliares e educação ambiental em 20 municípios paulistas. Também é referência na área de reabilitação da fauna com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e na área de pesquisa com o Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais e fica em Jundiaí.

Polícia faz operação para resgatar gatos presos em mercado do Rio

A Polícia Civil promovia nesta quarta-feira uma ação para resgatar gatos que estavam presos em situação de maus-tratos num mercado no bairro de Todos os Santos, zona norte da capital fluminense. A operação, em conjunto com a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais, já havia recolhido 15 animais até o fim da manhã. A expectativa da polícia é que pelo menos 40 gatos estejam presos no local.
"Trata-se de uma prática irresponsável e cruel. Os gatos estão vivendo em um ambiente totalmente insalubre, e as pessoas que têm contato com eles estão sujeitas a doenças. O dono desse estabelecimento já foi notificado pela secretaria e intimado a depor. Esperamos que esse tipo de prática não fique impune", disse Freitas. Segundo o secretário de Defesa dos Animais, Rafael Aloisio Freitas, a ação foi motivada por denúncias de moradores da região, que alimentavam os animais. O secretário disse também que a mercearia onde os animais estavam presos havia sido fechada em dezembro do ano passado, após decretar falência.
Trata-se de uma prática irresponsável e cruel. Esperamos que esse tipo de prática não fique impune
Rafael Aloisio Freitassecretário de Defesa dos Animais
De acordo com a polícia, o responsável pelo estabelecimento vai responder judicialmente por maus-tratos de animais e, se condenado, poderá cumprir de três meses a um ano de prisão mais multa. A secretaria informou que os gatos recolhidos na operação de hoje serão examinados por veterinários e, em seguida, encaminhados para feiras de adoção. (Terra)
Agência Brasil


São Roque, aeroporto recebe licença de instalação



Por meio de comunicado divulgado ontem, a JHSF Participações S.A., responsável pelas obras do complexo que inclui o aeroporto executivo Catarina, o Catarina Fashion Outlet e a Catarina Corporate Center, todos em São Roque, na região de Sorocaba, informou "ao mercado" que recebeu a Licença de Instalação (LI), o único documento que faltava para a Companhia efetivamente iniciar a construção dos empreendimentos.
Apesar de ter obtido as autorizações do órgão de controle ambiental, a empresa ainda não reverteu o embargo judicial que a impede de dar continuidade às obras. Depende, portanto, de ordem específica para que isto ocorra. A assessoria de imprensa da JHSF foi contatada e disse que a reportagem deveria ater-se ao conteúdo do comunicado. A LI, de acordo com o texto, foi emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), "possibilitando o início dos trabalhos de terraplanagem e construção da primeira fase do Aeroporto e permitindo a implementação da estratégia financeira para o desenvolvimento do projeto em conjunto com outros investidores, conforme já adiantado em outras comunicações".
A primeira fase, continua o anúncio, incluirá pista de 1.940 metros, torre de controle, cerca de 50 mil m2 de hangares e 50 mil m2 de pátios e tem inauguração prevista para o segundo semestre de 2015.
A Companhia também recebeu as LIs para os projetos Catarina Fashion Outlet e Catarina Corporate Center, também localizados dentro do empreendimento Parque Catarina. O diretor da Associação de Proprietários Amigos da Porta do Sol (Apaps), Gabriel Bittencourt lamentou a postura da Cetesb, já que, conforme alegou, o estudo de impacto ambiental apresentado seria mal feito.
Ele disse que a restrição aos empreendimentos ainda prevalece e levantou a suspeita de que a incorporadora tenha feito uma "manobra" para contornar o desgaste de seus acionistas. Gabriel acrescentou que as ações da companhia teriam subido 4,8% depois que o anúncio foi divulgado. A Associação deverá se posicionar e encaminhar medidas na semana que vem. O processo em que o problema é discutido foi encaminhado à Comarca de São Roque, onde também tramita ação movida por Organização Não-Governamental (ONG) que pede para que os empreendimentos não sejam levados adiante, porque oferecem riscos ao meio ambiente. O andamento da causa será retomado na semana que vem quando termina o recesso do Judiciário.
do jornal Cruzeiro do Sul

Nível de plutônio radioativo na atmosfera é maior do que se pensava


Os níveis de plutônio radioativo na estratosfera terrestre, proveniente de testes e acidentes nucleares são mais elevados do que se pensava anteriormente, embora provavelmente não representem um perigo para os seres humanos, alertaram cientistas na Suíça nesta terça-feira.
Anteriormente, pensava-se que os radionuclídeos de plutônio - átomos radioativos que podem levar décadas ou milhares de anos para se degradar - estivessem presentes na estratosfera - camada da atmosfera situada entre, aproximadamente, 12 km e 50 km de altitude - apenas em níveis desprezíveis.
Também se acreditava que os níveis destes poluentes fossem mais elevados na troposfera, a camada da atmosfera mais próxima da superfície, do que na estratosfera. Para os autores do estudo, que não encontraram probabilidade de danos à saúde, as duas ideias estão equivocadas.
Os níveis radioativos na estratosfera são "mais de três ordens de magnitude maiores do que se pensava anteriormente", declarou à AFP o coautor do estudo, José Corcho, do Departamento Federal de Proteção Civil da Suíça.
Os estudiosos também descobriram que as erupções vulcânicas podem mudar estes poluentes da estratosfera para a troposfera, mais perto da Terra. Mas Corcho disse que não existem evidências de perigo.
"Os níveis de plutônio e (césio) atualmente encontrados na estratosfera são baixos e comparáveis aos níveis medidos no ar no nível do solo (troposfera) no final dos anos 1960 e nos anos 1970", explicou por e-mail.
"Embora não seja especialista em saúde, eu diria que os níveis atuais de plutônio encontrados na estratosfera não representam um risco para a população", acrescentou.
O estudo, publicado na revista Nature Communication, destacou que as partículas radioativas encontradas na estratosfera se originaram sobretudo de testes feitos na superfície do solo com armas nucleares nos anos 1950 e início dos 1960.
Outras fontes foram a destruição de um satélite americano de navegação em 1964, que espalhou seu combustível de plutônio na atmosfera, e acidentes com usinas nucleares como os de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, e de Fukushima, em 2011, no Japão.
A equipe de cientistas usou amostras de aerosol captadas por aviões militares suíços desde os anos 1970, como parte do programa de vigilância ambiental do país.
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Pannunzio veta projeto sobre uso de animais

 | PESQUISA

Carlos Araújo

O prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) vetou totalmente o projeto de lei nº 441/2013, que regulamenta normas para estabelecimentos que usam animais em experiências com finalidades pedagógicas, industriais, comerciais ou de pesquisa científica. Em sua justificativa, o prefeito classificou o tema como de meio ambiente e informou, com base na Constituição Federal em seu artigo 24, parágrafo VI, que legislar sobre esse assunto é atribuição da União e dos Estados.
O vereador José Francisco Martinez (PSDB), autor do projeto, informou que vai defender a sua iniciativa no plenário e se posicionará contra o veto do prefeito. Martinez disse que "o veto não corresponde ao projeto", pois entende que animal não tem relação com o meio ambiente tal como descrito no referido artigo da Constituição. Também explicou que o projeto não proíbe a realização de pesquisa, desde que seja científica. "O que não pode é fazer pesquisa para sabonete, shampoo, material de higiene", acrescentou.
Martinez afirmou que criar normas sobre o uso do solo é competência do legislador. Isso porque, o seu projeto determina que em caso de reincidência no descumprimento das normas, o estabelecimento infrator terá cassado o alvará de funcionamento. O projeto também diz que às instituições que descumprirem as determinações da lei serão aplicadas multas de R$ 2 mil por animal utilizado e o recurso será revertido para o Fundo Municipal de Meio Ambiente.
O projeto proíbe a realização de testes e experimentação em animal para avaliar produtos de toda cadeia de cosméticos, produtos de limpeza e higiene, nutrição animal e demais produtos das indústrias químicas. A exceção é feita às pesquisas na área farmacêutica, desde que não cause sofrimento ou dano ao animal e tenham por finalidade o teste de fármacos para tratamento de doença grave, vacinas e fins didáticos, quando não existir métodos alternativos.
Agora, o veto de Pannunzio vai ser levado ao plenário e os vereadores poderão acatar ou derrubar a decisão do prefeito. O projeto foi aprovado em novembro de 2013 pela Câmara. Um mês antes, em outubro, ativistas de defesa dos animais invadiram o Instituto Royal, em São Roque, que utilizava animais em experiências. Os ativistas libertaram cães da raça beagle e a ação ganhou repercussão nacional. O Instituto Royal fechou as portas.

Notícia publicada na edição de 04/01/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 009 do caderno A 

RS: homem é preso após matar gato com espingarda por briga com vizinho

O gato foi morto por um vizinho do dono devido a uma briga entre eles Foto: Brigada Militar / Divulgação
O gato foi morto por um vizinho do dono devido a uma briga entre eles
Foto: Brigada Militar / Divulgação
Um homem suspeito de ter matado o gato de um vizinho com um tiro de espingarda foi preso na sexta-feira em Caxias do Sul (RS), a 120 quilômetros de Porto Alegre. Michael Felipe Garcia de Fraga, 23 anos, teria atirado no animal devido a uma briga com um vizinho, Edson Martins de Oliveira, 21 anos, o dono do gato - que também foi levado à delegacia para prestar depoimento.
O crime ocorreu por volta das 21h, e o dono do felino chamou a polícia. Michael foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A Brigada Militar (Polícia Militar local) apreendeu a espingarda e várias munições.
Homem utilizou uma espingarda para matar o animal Foto: Brigada Militar / Divulgação
Homem utilizou uma espingarda para matar o animal
Foto: Brigada Militar / Divulgação








Quando vamos encontrar outro modo de celebrar?

 | FOGOS DE ARTIFÍCIO


Fuga, atropelamento e morte causados pelo barulho do fim de ano


Na última coluna, destacamos alguns conselhos de especialistas sobre como deixar os animais mais tranquilos durante os fogos de final de ano. Apesar de todo cuidado que muitos donos e mesmo com a mudança de comportamento de muitas pessoas em trocar os fogos por outro tipo de celebração, os fogos continuam aí até mesmo em eventos religiosos. Muitas fugas, atropelamentos, animais perdidos e machucados. Até mesmo relatos de animais mortos por ataque do coração ou estrangulados na tentativa de fugir podem ser vistos nas redes sociais.

O fato é todos os animais, e não somente cães e gatos - os mais lembrados -, sofrem por ter uma audição muito superior aos seres humanos. Até os pássaros somem depois de serem expostos de maneira inesperada e forçosamente aos estrondos.

Hoje publicamos uma história comovente enviada pela leitora Emília Alquezar. Kiara, a cadelinha que passou por diversos donos, era verdadeiramente traumatizada pelos fogos. Comemorações de gol e réveillons deixavam a cadelinha estressada e muitas vezes, Emília deixava o convívio familiar para ficar trancada com Kiara até que os fogos cessassem. Será que ainda estamos longe de encontrar outra forma de celebrar a vida, sem condenar à morte tantos animais que nos fazem companhia nessa existência? Esta é a pergunta que fica depois da última passagem do ano e que deveria ser respondida antes do primeiro jogo da Copa do Mundo.

Notícia publicada na edição de 03/01/14 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 003 do caderno Ela 

10 dicas para deixar sua casa mais sustentável

Quinta-feira, 02 de janeiro de 2014

Como deixar uma casa mais sustentável sem reformasPor Elis Jacques

Para quem deseja morar em um local sustentável, mudanças graduais podem ser feitas para melhorar o espaço. O importante é lembrar que mudanças bruscas podem gerar resíduos, que também não são necessários.

Confira a lista de coisas que podem ser feitas no ambiente:

1. Cultive plantas. Jardins, hortas e vasos de plantas são importantes para melhorar a qualidade do ar do ambiente. Por isso, plantar, nem que sejam pequenas mudas, é importante para deixar uma casa mais sustentável. Opte por plantas nativas, que irão apresentar um desenvolvimento melhor e menos cuidados, principalmente se forem as árvores. Já as hortas melhoram também a qualidade da alimentação. Veja aqui nove plantas que deixam o ar mais limpo e aqui dicas de como fazer um jardim reciclado.

2. Evite o uso de ar condicionado. Opte por deixar as janelas abertas ou usar o ventilador. Os aparelhos de ar condicionado utilizam muita energia para funcionar. Uma dica também é desligar o aparelho cerca de uma hora antes de sair do local, já que nesse tempo o ar permanecerá fresco.

3. Quando for trocar de móveis, opte por peças feitas de maneira sustentável e tente dar um novo uso para a peça antiga. Se não for mais reaproveitar na sua casa, doe ou venda para alguém. Se não for possível sua reutilização, tente encaminhar diretamente para uma instituição de reciclagem da sua cidade, que dará um encaminhamento correto para os materiais.

4. Troque as lâmpadas por luzes de LED. Elas podem ser mais caras, mas apresentam uma economia de até 40% em relação às lâmpadas fluorescentes e de até 88% com as lâmpadas incandescentes. Além disso, elas duram cerca de cinco anos a mais que os outros dois modelos (para saber mais sobre lâmpadas, acesse a reportagem na Edição 03 da revista Atitude Sustentável).

5. Uma mudança simples é escolher um vaso sanitário com duas opções de quantidade de água liberada por descarga, que ajuda a diminuir o consumo desse recurso.

6. Faça a manutenção da sua casa. Pequenos vazamentos de água ou frestas de ar podem aumentar gastos com água e energia.


7. Pinte o seu telhado de branco. A iniciativa faz com que os raios solares sejam refletidos, diminuindo o calor dentro da construção. Além disso, pesquisas mostram que a iniciativa pode ajudar a diminuir o aquecimento global. Veja mais informações sobre o projeto Um Grau a Menos aqui.

8. Quando for comprar eletrodomésticos, escolha modelos que gastem pouca energia. Eles são sinalizados com um selos de eficiência do Procel e do Inmetro.

9. Um sistema de reutilização da água da chuva pelas descargas exige um pouco de obras, mas você pode coletar a água em bacias e usar para lavar as calçadas e carros, por exemplo.

10. Melhore a iluminação natural. Mantenha as cortinas abertas durante o dia e posicione móveis de uma maneira favorável. Por exemplo, coloque as escrivaninhas perto das janelas, lateralmente, sendo possível utilizar a luz do sol. Assim, se gasta menos energia elétrica.
Atitude Sustentável

Cosmético orgânico ganha seu espaço entre consumidores e também empreendedores


Consumidor percebe os benefícios dos produtos e os pequenos negócios atentos aproveitam o momento para expandir

Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão
Marisa investiu R$ 50 mil para abrir unidade da rede Cativa
Ecologicamente corretos e socialmente justos, os cosméticos orgânicos despertam cada vez mais o interesse dos consumidores e se mostram uma oportunidade de negócio para empreendedores. As pequenas empresas que já atuam no setor, inclusive, mostram-se otimistas e esperam crescimento para os próximos anos.
Na avaliação de Ana Carolina Ribeiro, professora da Escola de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, a expansão desse mercado não ocorre apenas no Brasil, mas no mundo todo. “As pessoas estão repensando tudo o que fazem e nos seus reflexos. E isso inclui o consumo de produtos naturais, orgânicos. O setor brasileiro ainda é pequeno, mas está em franca ascensão”, afirma a especialista.
A empresária Simone Valladares nasceu em uma família que já trabalhava com produtos naturais e, por isso mesmo, ela resolveu investir nos cosméticos orgânicos, em 2004, quando criou a marca Reserva Folio. “No início, quando a gente falava desse conceito, ninguém entendia nada. Hoje, as coisas estão muito diferentes. As empresas grandes estão buscando esse conceito, que está cada vez mais valorizado”, diz Simone.
Para 2014, a empresa espera crescer 50% em comparação com este ano. Para pavimentar esse caminho, o negócio vai lançar uma linha de produtos para bebês com sabonetes, óleo hidratante, leite de limpeza e xampu. "Fazemos um trabalho de formiguinha. As matérias-primas são caras e nosso maior desafio é conseguir mostrar o diferencial de um cosmético orgânico, certificado”, pontua.
O interesse maior por parte dos consumidores também é percebido pela empresária Rose Bezecry. Ela abriu a primeira loja da Cativa Natureza em 2008, em Curitiba. No começo, 95% dos clientes compravam os produtos por necessidade – tinham alergias ou realizavam tratamento de saúde. Apenas 5% compravam porque preocupavam-se em consumir produtos orgânicos. Atualmente, esse número subiu para 30%. “As pessoas estão buscando o verdadeiro natural, estão se informando mais”, analisa.
A marca tem uma loja própria, que registra faturamento médio mensal de R$ 65 mil, e mais oito franquias em funcionamento. A expectativa é chegar a 14 unidades até março de 2014. Uma das franqueadas da Cativa Natureza é Marisa dos Santos Ramos, que investiu cerca de R$ 50 mil para abrir uma loja em São Paulo. Desde que teve uma câncer de mama, há cinco anos, ela passou a se interessar pelos orgânicos.
Como o conceito da marca a agradou, Marisa resolveu abrir a loja em julho. “O negócio ainda tem pouco tempo para falar em questão financeira, mas estou feliz no sentido que os clientes estão retornando, seja para agradecer, elogiar, comprar novos produtos ou até mesmo levar amigos para conhecer”, afirma Marisa Ramos, que administra a unidade com a ajuda das duas filhas.
Os empresários Gilberto e Rafael Krause, pai e filho, enxergaram uma oportunidade no setor em 2009, quando lançaram a primeira linha da Herbia. Inicialmente, a empresa surgiu com foco em plantas aromáticas, mas o cenário econômico e a entrada de dois grandes players (China e Índia) no mercado fizeram com que os sócios optassem em desenvolver um produto final que agregasse maior valor à marca.
Hoje, a empresa vende, por exemplo, xampu, condicionador, sabonete e água perfumada. O planejamento inclui o lançamento de novos produtos, como máscara capilar e esfoliante. Os empresários também se associaram, no ano passado, com Sebastian Schlossarek para importação de fraldas ecológicas. E a proposta é também trazer novos itens desse tipo para compor o portfólio. “O grande entrave do crescimento do mercado orgânico, em geral, é a falta de conhecimento dos benefícios”, afirma Rafael.

Medo de invasão de ativistas faz zoo fechar as portas em Taboão

30/12/2013 

 

Cerca de 40 manifestantes se concentram em frente ao zoológico. 
Grupo alega que animais sofrem maus-tratos; Prefeitura nega.

Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo

Zoológico em Taboão da Serra fecha as portas com medo de ativistas (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Zoológico em Taboão da Serra fecha as portas com
medo de ativistas (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
O medo de uma invasão semelhante à ocorrida no instituto Royal, em outubro, fez com que um zoológico em Taboão da Serra, Grande São Paulo, amanhecesse de portas fechadas nesta segunda-feira (30). Além dos seguranças do próprio parque, havia equipes da Guarda Municipal de Taboão dentro e fora do local.
Por volta das 10h40, cerca de 40 ativistas da causa animal se reuniam contra supostos maus-tratos sofridos por animais no Parque das Hortências, onde fica o zoológico. Responsável pelo lugar, a Prefeitura de Taboão nega as acusações.
Segundo funcionários do parque, a manifestação marcada pelas redes sociais motivou o fechamento nesta segunda. "Queremos lacrar esse parque e resgatar os animais para levar para um local decente", disse uma ativista, sem se identificar.
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Entre os organizadores do protesto estavam ativistas que participaram da invasão do Instituto Royal, de onde foram retirados centenas de cães da raça beagle que eram usados em testes de laboratório.
Segundo a advogada Antília da Monteira Reis, presidente da Comissão de Proteção Animal da OAB em São Bernardo do Campo, diversos animais morreram nos últimos meses, incluindo um casal de tigres e um leão.
"Os animais que estiverem muito ruins e eles não tiverem onde cuidar, vamos levar para lugares adequados para cuidar", disse. Uma bióloga, que também é veterinária, entrou no fim da manhã para fazer um laudo técnico sobre as condições dos bichos.
No início da tarde, a bióloga Elizabeth Teodorov terminou a visita ao zoo e relatou ter constatou que 10% do parque está impróprio para os animais. Ela citou os recintos dos saguis e das aves de rapina como os que apresentam mais problemas. "É preciso reformar e enriquecer esses ambientes com folhas e galhos", afirmou.
Um laudo com o que a especialista averiguou será produzido.Ela acrescentou que os responsáveis pelo parque mostraram disposição para resolver os problemas que ela apontou.
Sobre os grandes felinos que morreram, Elizabeth disse que os animais pereceram por doenças não relacionadas a maus- tratos.
do G1 SP

Pesquisador: poderemos conversar com animais em até 10 anos



Um fotógrafo flagrou um casal de cães-da-pradaria que parecem se preparar para dançar, no zoológico de Praga Foto: The Grosby Group
Um fotógrafo flagrou um casal de cães-da-pradaria que parecem se preparar para dançar, no zoológico de Praga
Foto: The Grosby Group
Um médico que conversa com animais. Essa é a premissa da série de livros infantis Doctor Dolittle, de Hugh Lofting, que originou mais tarde os filmes estrelados por Eddie Murphy. História para criança? Con Slobodchikoff, professor emérito de biologia da Universidade de Arizona do Norte, nos Estados Unidos, acha que não. Para ele, o ser humano poderá se comunicar com animais domésticos em até 10 anos.
Fotógrafo amador registrou momento em que uma zebra se salvou do ataque de um leão ao dar um coice no predador.Foto: Thomas Whetten/Caters / BBC Brasil
Fotógrafo flagra momento em que zebra escapa de ataque de leão
Foto: Thomas Whetten/Caters / BBC Brasil
Essa previsão parte de sua pesquisa de três décadas sobre a comunicação entre animais. Hoje Slobodchikoff já testa um programa de computador para, com técnicas de inteligência artificial e muitos anos de dados coletados, comunicar-se com cães-da-pradaria-de-cauda-curta (Cynomys gunnisoni), roedores da família dos esquilos que habitam principalmente os Estados americanos de Arizona, Novo México e Colorado.
Com a aplicação dessa tecnologia para outros animais, o pesquisador acredita que, em cinco a 10 anos, os seres humanos poderão se comunicar, em um nível básico, através de dispositivos do tamanho de um celular, com seus cachorros e gatos. “Eu acredito que tais conversas nos ajudarão a resolver muitos problemas comportamentais que as pessoas têm com seus animais de estimação”, afirma Slobodchikoff, em entrevista ao Terra. “A maioria dos problemas de comportamento aparecem porque as pessoas não conseguem comunicar suas necessidades aos seus animais, e seus animais não conseguem comunicar suas necessidades a suas pessoas”.
Não se sabe ainda o que esse tipo de diálogo pode revelar. Talvez o gato esteja sentindo medo ou o cão precise sair para resolver urgências fisiológicas, por exemplo. “Quanto mais descobrimos sobre os animais, maior complexidade encontramos”, diz o pesquisador. “As pessoas achavam que cachorros estavam latindo apenas porque estavam com vontade de latir ou estavam apenas expressando uma emoção. Nós estamos agora começando a descobrir que cachorros têm coisas específicas a dizer em seus latidos. Quanto mais nós descobrimos, e mais a tecnologia para compreender a comunicação animal se desenvolve, estou disposto a dizer que vamos encontrar muitos animais com linguagens complexas nas quais eles comunicam informações específicas”.
Linguagem sofisticada
A ideia do professor de que os animais podem se comunicar de forma mais eficaz do que imaginávamos surgiu com o estudo de cães-da-pradaria-de-cauda-curta, nos EUA. Após centenas de experimentos, o professor e seus alunos descobriram o que ele considera a “mais sofisticada linguagem animal já decodificada”.
A descoberta sucedeu após análise dos chamados de alerta efetuados em uma colônia desses roedores diante da visão de um possível predador. Os alertas, agudos, semelhantes a pios de pássaros, variavam conforme o elemento avistado. Cada um deles era gravado, e as reações provocadas entre os roedores eram assinaladas. Mais tarde, a equipe de pesquisadores reproduzia os sons com o intuito de “compreender” os chamados. 
Esta é a 'Lucihormetica luckae', uma espécie de barata descoberta no Equador. Desde a primeira descoberta de uma barata fluorescente em 1999, mais de uma dezena de espécies já foram encontradas. Todas estão em áreas remotas. Esta é uma das novas espécies anunciadas pelo Instituto Internacional para a Exploração de Espécies da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos Foto: BBCBrasil.com
Barata fluorescente está em 'top 10' de novas espécies; veja
Foto: BBCBrasil.com
Com essas e outras experiências, Slobodchikoff identificou a utilização de diferentes fonemas, como se fossem palavras, e combinações de sons específicos, como se fossem frases. Segundo o pesquisador, o vocabulário dos “prairie dogs” (em inglês) lhes permite comunicar informações bem específicas, como a diferenciação de cores, formatos e tamanhos. 
Em seu livro mais recente, “Chasing Dr. Dolittle”, de 2012, sem tradução para o português, Slobodchikoff apresenta feitos impressionantes desses roedores. Eles puderam descrever, uns para os outros, uma pessoa alta vestindo camiseta amarela e uma pessoa baixa usando camiseta azul. A velocidade, a quantidade e as formas de cachorros se aproximando também eram anunciadas.
Nem todos os animais, entretanto, possuem uma comunicação tão eficiente. “Todos os animais se comunicam uns com os outros, como o fazem as células do nosso corpo. Mas nem todos têm necessariamente uma linguagem”, conclui. 

VETERINÁRIOS ALERTAM PARA OS PERIGOS DE FOGOS DE ARTIFÍCIOS PARA OS ANIMAIS



Recomendação é ensinar o animal a se acostumar com o som. Em alguns casos, o bicho precisa ser medicado por um médico veterinário.
Paçoca e Whisky buscam refúgio dentro de casa​ (Foto: Júnior Costa/G1)Paçoca e Whisky buscam refúgio dentro de casa​ (Foto: Júnior Costa/G1)Com a chegada das festividades de final de ano, especialistas apontam que a pirotecnia promovida nas festas de Natal e Ano Novo acabam provocando palpitações, taquicardia, salivação, tremores, sensação de insuficiência respiratória, falta de ar, náuseas, atordoamento, sensação de irrealidade, perda de controle e medo de morrer nos animais. Muitas vezes, os animais, por sentirem medo extremo, acabam fugindo.
Por isso, veterinários recomendam nesta época do ano atenção redobrada para qualquer agitação do animal de estimação e apontam cuidados especiais que os donos dos pets devem ter com os bichos que possuem fonofobia, medo de sons, como os de fogos de artifícios, por exemplo. Algumas dicas podem acalmar o animal e ainda evitar acidentes domésticos.
O veterinário Rodolpho Borges revela que o medo do som alto pode estressar o pet e, agitado, pode acabar se perdendo, fugindo e se machucando com gravidade. "Alguns animais se aterrorizam com o som dos fogos, e ao tentar fugir e se esconder, podem acabar se machucando, por isso é importante colocá-los em um local seguro e deixá-los o mais confortável possível", contou o médico.
Bela fica agitada com barulhos intensos (Foto: Juliana Dias/Inter TV)Bela fica agitada com barulhos intensos (Foto: Juliana Dias/Inter TV)
O especialista diz que a fonofobia é normal e que essa época do ano é o período que o animal fica mais assustado. Ele diz que as pessoas possuem a mania de adular, acariciar e até mesmo dar colo ao pet quando ele se assusta de forma repentina. Mas garante que o dono deve fazer o contrário.
"Durante os fogos não mude o comportamento. Algumas pessoas tendem a mimar, abraçar e dar mais carinho no momento dos fogos. Ao invés de ajudar, acaba aumentando o medo do animal, que acaba associando o medo ao carinho, e toda vez fará isso. Muitos proprietários demonstram preocupação antes dos fogos, e a linguagem corporal deixa o cão mais ansioso e com medo, então não mude o comportamento", ensinou.
O correto, segundo o veterinário, é deixar o pet à vontade dentro de casa e minimizar os efeitos sonoros sobre o animal de estimação. "No momento dos fogos tente camuflar o som, ligue a TV ou rádio. Feche portas e janelas, deixe-o procurar um local confortável. É importante não forçar o animal a fazer o que ele não queira. É normal ele se esconder, para tentar se sentir confortável", explicou Rodolpho Borges. 
Whisky e Paçoca fazem de tudo para chamar a atenção (Foto: Júnior Costa/G1)Whisky e Paçoca fazem de tudo para chamar a atenção (Foto: Júnior Costa/G1)Em casos mais severos, quando as dicas não funcionam, o especialista diz que um veterinário deve ser procurado. "Procure o médico veterinário, pois a utilização de medicamentos para ansiedade ou tranquilizantes poderão ser necessários", enfatizou.
Para acabar como medo, o médico veterinário explica que o dono do animal deve trabalhar a fobia junto com o amigo de estimação. "Procure um vídeo com o som de fogos e deixe-o ouvir em volume baixo, várias vezes ao dia. Associe o som com alguma coisa que ele goste, por exemplo, carinho, petiscos, brincadeiras. Ao longo dos dias aumente o volume do som, deixe-o associar barulho de fogos. Com o tempo, ele irá se acostumar", ensinou.

FonteG1